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postado em 20/09/2019 em CULTURASetembro Azul

Setembro Azul: mês dos surdos

Desde junho de 2017 o objetivo do Governo de Valparaíso de Goiás é quebrar a barreira do preconceito, da falta de comunicação e do acesso à informação e à comunicação da comunidade surda

Você Sabia? O mês de setembro também é conhecido como setembro azul, que trata a conscientização do direito sobre inclusão e acessibilidade da comunidade surda no Brasil e no mundo e das conquistas obtidas ao longo dos anos.

 

A luta dos surdos em busca de uma sociedade com menos preconceito e mais inclusão e acessibilidade vem de muitos anos e a escolha do mês de setembro para esse movimento não foi feita por acaso. O mês tem datas importantes para a comunidade, sejam elas lembranças das perdas do passado ou celebrações das conquistas:

 

  • 6/09 e 11/09: lembram o Congresso de Milão de 1880, no qual foi proibido o uso das Línguas de Sinais na educação dos surdos. Esse marco fez com que os surdos tivessem que se adaptar às línguas orais até que as línguas de sinais fossem novamente aceitas.

 

  • 23/09: Dia Internacional das Línguas de Sinais. No Brasil, a data estimula a discussão da falta de acessibilidade em Libras tanto nos ambientes físicos quanto nos ambientes virtuais.

 

  • 26/09: Dia Nacional do Surdo. O dia foi escolhido por ser a data de fundação do INES (Instituto Nacional de Educação de Surdos), a primeira escola para surdos do Brasil.

 

  • 30/09: celebra o Dia do Tradutor, no qual são feitas várias homenagens aos Intérpretes de Libras.

 

Desde junho de 2017 o objetivo do Governo de Valparaíso de Goiás é quebrar a barreira do preconceito, da falta de comunicação e do acesso à informação e à comunicação da comunidade surda.

 

O município conta com a Central de Interpretação de Libras (CIL), que permite que pessoas com deficiência auditiva, surdos e surdo-cegos tenham acessibilidade em quaisquer serviços públicos na cidade de Valparaíso de Goiás e outros municípios do entorno. O governo municipal também oferta o aprendizado gratuito da Língua Brasileira de Sinais, por meio do Centro Municipal de Línguas.

 

Segundo estimativas levantadas pela Central de Interpretação de Libras, em Valparaíso de Goiás existem cerca de 150 surdos e, quando somado aos municípios do entorno sul, a estimativa passa de 300.

 

Entenda porque a cor azul:

A razão do azul ser a cor-símbolo tem raiz em um passado triste A cor faz referência a uma memória triste mas serve como força propulsora para mudanças.

 

Durante a Segunda Guerra Mundial os nazistas identificavam as pessoas com deficiência com uma faixa azul no braço, por considerá-las inferiores. E os surdos também eram obrigados a usá-la. Com o fim da guerra e o passar dos anos, a cor passou a simbolizar ao mesmo tempo a opressão enfrentada pelos surdos e o orgulho da identidade surda, pois, apesar dos grandes problemas do passado e das barreiras atuais, a identidade surda continua forte como nunca.

 

Fatos sobre a comunidade surda que você deveria saber:

 

A Libras é uma língua oficial do Brasil

A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é língua oficial do Brasil desde 2002 e, de acordo com a lei, possui o mesmo status que o português. É uma língua completa (e não linguagem), com estrutura gramatical própria. Na Libras, por exemplo, não existem tempos verbais ou artigos – a organização das informações é totalmente diferente do português. Não só os sinais são importantes, mas também as expressões faciais e corporais. Dependendo do sinal, ele pode ser igual nas mãos, mas com uma expressão diferente, ele pode mudar todo o sentido de uma frase.

  

A língua de sinais não é universal

Como qualquer outra língua, cada local tem seu desenvolvimento próprio. Por exemplo, nos Estados Unidos a língua de sinais utilizada é a American Sign Language (ASL) e em Portugal é Língua Gestual Portuguesa (LGP), ambas são diferentes da Libras. As línguas de sinais têm direito inclusive a regionalismos, assim como temos aipim, macaxeira e mandioca, também há sinais diferentes para a mesma palavra dentro do mesmo país.

 

Surdo-mudo é um termo incorreto

O termo surdo-mudo é incorreto e nunca deve ser usado. A pessoa ser deficiente auditiva não significa que ela seja muda. A mudez é uma outra deficiência e é raro ver as duas acontecendo ao mesmo tempo. A realidade é que muitos surdos, por não ouvir, acabam não desenvolvendo a fala.

 

Assessoria de Comunicação do Governo Munciipal de Valparaíso de Goiás

Colaboração: Hand Talk

 

 

 

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